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O primeiro dia de aula do meu filho. O que eu devo fazer?

A preocupação com os filhos é uma constante na vida dos pais. Antes mesmo do nascimento do bebê, estes já buscam o melhor ambiente de convivência, pensando sempre no conforto, bem estar e na qualidade de vida dos pequenos.

Após meses dedicando-se quase que exclusivamente a eles, é hora de distanciar-se, voltar ao mundo social e do trabalho, e deixá-los na escola. Esta separação pode acarretar em dor, ansiedade e angustia não somente às crianças, mas também aos adultos. Afinal, pensar que a cria tão cedo possa viver longe das suas asas parece pouco provável.

O desafio de começar a frequentar a escola é enorme para ele e também você – mas é aos adultos, quem cabem mostrar confiança neste momento de separação. Procure ter em mente que as aulas farão bem não somente ao seu pimpolho, que se desenvolverá com a experiência, mas a você que terá tempo para cuidar de si e voltar a trabalhar. Afinal, para seu bebê conhecer e socializar-se com novas crianças e adultos é benéfico e faz parte do desenvolvimento infantil.

Sem culpa

Muitas pais culpam a si mesmos por voltar a trabalhar e deixar o filho na escola. Lembre-se que este é um ato comum a todas as crianças, e que contribui para seu desenvolvimento e independência. Sua angustia não pode ser transmitida ao pequeno que deve sentir a escola como um local prazeroso repleto de brincadeiras e aprendizado.

A escolha

Não cabe às crianças, ainda imaturas (pré-escola), a escolha da escola que frequentarão. A ideia de que os filhos devem estar à frente destas decisões pode ser um indício de falta de imposição de limites por parte de alguns pais, que pensam essa liberdade como saudável. Para esta importante escolha cabe a um adulto analisar o corpo docente, as diretrizes escolares, o número de crianças em cada sala, entre outros aspectos, para então certo de sua decisão, poder mostrar-se confiante para os filhos e com isso ajudá-los em sua tensão natural ao primeiro dia.

Não assuste-se

A passagem do ambiente familiar para o social é difícil e problemas com a adaptação da criança à nova realidade são naturais e até mesmo esperados. Para isso é importante que os pais procurem contato e confiança na professora que cuidará de seus filhos, visto que esta assumirá a importante "função cuidadora" em sua ausência.

Dê tempo ao tempo

Dedicar-se ao trabalho ajudará a distrair a cabeça, e com isso dar menos espaço para fantasias. Para aqueles pais que não trabalham fora, é importante procurar por tarefas enquanto o pequeno estiver na escola, como atividades físicas, cuidados com a casa, um curso ou trabalho voluntário.

Busque a ajuda um do outro entre o casal e divida com o parceiro(a) seus medos, ansiedades e angústias. Uma dica está em revezar momentos como a carona para a escola visto que, no começo, deixar o pimpolho na porta possa ser bastante conturbado. Ligar uma vez ao dia para saber como está o filho também ajuda neste primeiro momento, e promove a confiança e vínculo entre os pais e a escola. Atente-se apenas para o fato de que esta regra vale para o período de adaptação, não devendo extrapolar por todo o ano letivo.

Conversar com um profissional pode ser um bom aliado. Você descobrirá que não é o único a passar por isso e, o mais importante, que esta fase acabará. Não utilize-se da primeira manha da criança para desistir de tudo e levá-la pra casa. É normal que os pequenos fiquem chorosos no começo, mas este comportamento não costuma durar mais que alguns minutos e dias.

Cumplicidade

A escola tem papel fundamental nesta fase de adaptação. Para este período, algumas costumam informar aos pais sobre o dia da criança por e-mail ou telefonema, ou ainda, àqueles que possuam disponibilidade, é possível fazer uma adaptação gradativa. Esta consiste na permanência de um dos pais juntamente à criança em sala de aula, ou a variância no tempo de permanência da criança na escola até alcançar o período desejado. Convém para isso preparar o SEU ambiente de trabalho para as possíveis eventualidades, como atrasos ou faltas, que ocorram devido à imprevistos na escola, sem que haja sobrecarga, estresse ou prejuízo no âmbito profissional do adulto em questão. Não haveria razão em ajudar o pequeno, caso o grande se estressa-se!

Demonstre segurança

É esperado que a criança fique ansiosa e temerosa nos primeiros dias de aula. Afinal, toda nova situação gera medo. Mas são os pais que, na maioria das vezes, não conseguem esconder suas preocupações. Diante de sentimentos tão turbulentos, a criança pode sentir-se perdida, e neste momento observar atentamente a atitude dos pais na busca por alguma referência sobre como deva se comportar. A criança que percebe o sofrimento e a insegurança de seus pais terá dificuldade para se separar e se adaptar ao novo ambiente, além de sentir medo do abandono. Portanto, controle seus sentimentos.

A importância da palavra

Não o subestime! Converse com seu filho sobre a escola antes de matriculá-lo, explicando-lhe o que acontecerá, a respeito das aulas, amigos e professores, a separação que haverá entre vocês, e a diversão e responsabilidades que o esperam. Se possível, após escolhido o lugar, leve-o com antecedência para conhecê-lo. Assim o pequeno irá criar um vínculo com o espaço e as pessoas.

Cabe aos pais falar a respeito das vantagens de estar com novas crianças, interessar-se por seu dia na escola e elogiar como o filho está crescendo e aprendendo coisas novas e importantes. Desta forma, ele terá certeza de que mesmo ausente continuará sendo alvo de sua atenção e carinho.

Não se esqueçam que o ingresso na escola é um evento muito importante na vida de uma criança, pois é o primeiro passo rumo à independência em relação aos pais. É a construção de um espaço próprio, que marcará seu caminho futuro.

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