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Síndrome do Pânico: como lidar com este pesadelo?

A síndrome do pânico é uma enfermidade em que há crises de ansiedade inesperadas e intensas, causando grande medo e desespero em quem as têm. É comum que quem sofre dela tenha a impressão de que irá morrer por ataque do coração uma vez que os sintomas relacionados são taquicardia, tontura, suor, falta de ar, formigamento, dores no estômago e náusea.

Pessoas que são diagnosticadas com síndrome do pânico sofrem não somente durante as crises, mas também no intervalo que há entre elas, uma vez que não há como prevenir ou saber quando ocorrerão novamente, se dali a dois minutos ou então dois meses.

Que diferença existe entre ansiedade normal e a que caracteriza a síndrome do pânico?

Sabemos que a ansiedade é um estado natural ao ser humano. Sofremos com o trânsito, com a correria do dia-a-dia, os prazos para a entrega de trabalho, nossos filhos, as contas no final do mês. São comuns momentos em que há dificuldades para dormir na véspera de uma importante prova, ou uma entrevista de emprego.

Essa ansiedade, apesar de incômoda é também positiva, quando em um contexto, para que nos esforcemos mais e consigamos melhores resultados.

Já a ansiedade como patológica é desproporcional ao contexto em que ocorre, e tão intensa e repetitiva que prejudica a vida social, profissional e pessoal de quem a tem.

O coração disparado, o medo, a boca seca e o suor seriam esperados se estivéssemos em um assalto, porém não quando em casa ou em um aniversário de amigos. Na verdade bastam 30 segundos para o paciente que estava sentindo-se bem, ser tomado inexplicavelmente pelos sintomas à cima descritos, acompanhado da sensação de que algo trágico irá acontecer como a morte ou o enlouquecimento.

Qual é o disparador para essa doença?

A síndrome do pânico manifesta-se especialmente em jovens e acomete mais as mulheres do que os homens. A maioria dos pacientes tem a primeira crise entre 15 e 20 anos desencadeada sem motivo aparente.

Com o passar do tempo, as crises se repetem de maneira aleatória causando grande ansiedade em quem as tem, chamada de antecipatória. A pessoa fica preocupada com o fato de que os sintomas possam aparecer numa situação para a qual não encontre saída ou ajuda, como dentro de elevadores, metrô, aviões, congestionamentos de trânsito.

É então que a pessoa opta por não mais sair de casa, frequentar bares e cinemas, ver amigos e familiares.

Como vencer e tratar a síndrome do pânico?

A melhor maneira de tratamento da síndrome do pânico seria a combinação entre medicamentos e psicoterapia. É comum que pacientes com o diagnóstico façam uso de medicamentos para controle dos sintomas como a ansiedade, a falta de sono e a depressão. Já a psicoterapia agiria na procura pela causa que levou o paciente ao desenvolvimento deste quadro clínico e com isso seu controle.

Para além de ajuda profissional, é importante que o paciente também se mantenha ativo na cura de sua doença. Com isso penso que atividades como ioga e meditação auxiliam na diminuição da ansiedade e no controle desta.

Outros benefícios poderiam ser pensados como o relaxamento de preocupações excessivas e postura competitiva, e controle de atitudes agressivas perante o mundo.

Já o esporte e os exercícios físicos, além de importantes no condicionamento de quem os pratica, provocam algumas sensações semelhantes às da síndrome do pânico, como a taquicardia, sudorese, e perna bamba. Entretanto, experimentar essas sensações de pânico num contexto agradável auxilia no processo de dessensibilização. Assim, se não houver contra-indicações, exercícios físicos mais vigorosos representam uma forma de terapia.

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